Arquivo para dezembro 2006

Cresce a onda das raves cristãs

dezembro 21, 2006

Há um tempo atrás eu já havia postado uma reportagem sobre a primeira reve católica em SP, e a onda de festas de músicas eletrônicas com tema cristão cresceu. Veja um trecho do post intitulado “Cristodance ?”, tirado do blog do Michelson Borges:

Cristodance?!

Um parque de diversões na Zona Oeste de São Paulo cedeu espaço para uma confraternização inusitada neste domingo (17). Cerca de 7 mil evangélicos e católicos do movimento carismático se reuniram para louvar a Deus de uma forma diferente. Após enfrentarem uma maratona de mais de dez horas com 13 bandas de vários estilos musicais (pop, rock, rap, reagge… cristãos), eles fecharam o dia com um programa que tem se tornado cada vez mais popular entre os seguidores dessas duas religiões.

A iluminação, a aparelhagem de som e o ritmo são os mesmos de outras festas raves. É nas letras das músicas que está a diferença. Com frases como “este lugar vai tremer porque aqui se encontra o povo do Senhor”, o electroCristo é a nova sensação entre adolescentes e jovens cristãos, e a Cristoteca ou Cristodance, a balada do momento.

“Sou cristotequeiro há dois anos. Toda sexta-feira vou a uma balada no Brás (Centro de São Paulo), na Casa da Aliança de Misericórdia. Começa às 19h, com a missa, e depois emenda até as 6h da manhã com muita tecneira”, conta Leandro Nogueira Rocha, de 19 anos, técnico em enfermagem.

Para Leandro, esse é o melhor tipo de festa. “Dá para se divertir e louvar a Deus. Essa daqui então, junto com os evangélicos, é a verdadeira festa dos cristãos”, diz.

O auxiliar de som Gilberto Silva, de 25 anos, também é freqüentador assíduo de Cristotecas. Ele foi para a balada deste domingo com uma caravana de 86 amigos, todos de Capão Redondo, na Zona Sul da capital. “É muito legal, todo mundo se diverte”, fala.

E quem pensa que é só na dança e no som que os cristãos “barbarizam” está enganado. O visual também é moderno e transado com direito até a barriga de fora. “É tudo igual a uma festa normal, só que ainda mais legal”, conta a estudante Stéphane Lourenço Amaral, 14 anos, carismática, vestida com miniblusa e calça modelo saint-tropez.

A Cristoteca também se tornou a balada do casal Angélica Ortis, 21 anos, e Ricardo Moraes, 28. Ela é cabeleireira e evangélica, ele é advogado e carismático. Se conheceram pela internet e começaram a namorar há dois meses. “Ele me apresentou à Cristoteca. Fiquei sem palavras. O Espírito Santo reina neste lugar”, conta.

E a festa tem ainda o mérito de ser bem-vinda pelos pais. “Quando falo que vou para Cristodance, minha mãe nem se estressa. Vou sem problema”, conta o estudante Cleyton Santos, de 17 anos. “Aqui é diversão pura porque ninguém se droga, ninguém está chapado. É 100% felicidade”, conclui.

Fonte: blog do Michelson

Morre o pastor Henry Feyeranbend

dezembro 18, 2006

O pastor Henry Feyeranbend faleceu ontem às 18 horas, horário do Canadá, às 20 horas, horário de Brasília. Ele lutava contra um câncer que começou na perna e teve que amputá-la. Morreu com complicações provenientes da doença que atingiu o pulmão. Feyeranbend nasceu no dia 10 de junho de 1931 e dedicou a vida inteira a obra de Cristo na pregação do evangelho. Mais de 50 anos ele se dedicou a muitos cargos e funções. Foi conferencista, missionário no Brasil durante 11 anos, participou da primeira formação do Quarteto Arautos do Rei. Foi orador do programa Está Escrito para a língua portuguesa e inglesa e recentemente ele foi tema de um programa “Vidas em Missão” que a rede Novo Tempo produziu. Pastor Henry Feyeranbend deixa a esposa Emma e muitas saudades e boas lembranças de um servo fiel de Deus.

Fonte: Rádio Novo Tempo

Supermedicação infantil

dezembro 11, 2006


A Revista Época de 04/12/2006 traz como matéria de capa: “Estamos dando remédios demais para as crianças ?”, onde ela destaca os riscos enfrentados por crianças e adolescentes que tomam medicamentos psiquiatrícos para tudo – de falta de atenção a hiperatividade, entre as principais doenças destaca-se o TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade).

Entre os casos mostrados pela revista, destacam-se dois casos: o primeiro é o dos adolescentes de Sharpsville, Pensilvânia, Stephen e Jacob Meszaros de 15 e 14 anos respectivamente, nos últimos 3 anos os dois juntos já tomaram mais de 28 drogas diferentes, para problemas como controle de humor, redução da raiva, baixa concentração…etc, a mãe Tricia Kehoe diz que os remédios tem funcionado e tem feito uma grande diferença ao contrário da época, em que eles não tomavam os remédios.

O segundo caso em destaque é o do estudante paulista Diego Naves Santos, de 18 anos,
ele sofreu de depressão aos 14 anos, ia mal na escola, discutia com os pais, sofreu uma decepção amorosa, após pesquisar por conta própria, achou que tivesse transtorno bipolar, o psiquiatra diagnosticou depressão e receitou o antidepressivo Pondera, mas não teve efeito. Diego pirou, passando a pintar os olhos, vestir roupas escuras e se automutilar. Um segundo psiquiatra trocou o antidepressivo e Diego passou a tomar o remédio floxetina, nome genérico do Prozac, foi receitado também para que ele tomasse o remédio Depakote, um anticonvulsivante usado para combater alterações bruscas de humor.Ele diz ter trocado o ocultismo por autores existencialistas como Nietzsche e Schopenhauer.

A matéria também informa que só nos Estados Unidos, o consumo infantil de drogas anti-psicóticas nos Estados Unidos cresceu 71% entre 2001 e 2005. No Brasil, o consumo do remédio Ritalina, usado no combate ao TDAH, teve 356.925 caixas vendidas em 2006 até o mês de outubro.

A questão que a revista levanta é a seguinte: será que médicos, famílias e escolas não estariam medicando características que na verdade compõem o largo espectro dos traços de personalidade? “Parece que a medicina tem o poder de curar tudo. Ninguém pode ter uma decepção, ficar triste. Hoje todos querem uma pílula”, diz o neurologista Eduardo Genaro Mutarelli, professor da Universidade de São Paulo. “Não se investe mais nas relações afetivas, no desenvolvimento das emoções. E esse modelo é imposto às crianças.”

A evolução da medicina relegou a um segundo plano a subjetividade do paciente. As soluções aparecem em forma de comprimidos. Com isso, as famílias se vêem desobrigadas de procurar as raízes da tristeza, do mal-estar, do desajuste. Muitas vezes, eles brotam de relações familiares conturbadas, de rotinas mal organizadas ou estressantes, de angústias não-verbalizadas. Muitas crianças e adolescentes têm sido tratados por transtornos psiquiátricos, quando, na verdade, têm um problema psicológico – ou nem isso. Ao mesmo tempo, o avanço do conhecimento sobre a química do cérebro e as novas ferramentas de diagnóstico por imagem permitem detectar transtornos psiquiátricos genuínos em pessoas que antes poderiam passar a vida sofrendo sem receber a devida atenção. É essa dualidade que torna o debate tão rico e oportuno.

Matéria completa no site da revista Época.


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