Fila para RBD em SP tem pais, cover e banheiro ao ar livre

Sete barracas e cerca de 40 pessoas já se amontoavam na noite de terça-feira (13) no perímetro do estádio do Morumbi (zona oeste) à espera do início das vendas de ingressos (próximo dia 15, sexta) para o show do RBD em São Paulo. Para comprar as entradas melhores e mais caras (a área vip custa R$ 400), fãs e pais dormem ao lado das bilheterias e pagam R$ 5 para tomar banho numa residência próxima ao estádio.

Na última quinta-feira (7), o estádio recebeu seus primeiros “plantonistas”. Wesley Henrique, 18, cabelos vermelhos, é um deles.O estudante não freqüenta o colégio da PM, onde estuda, há duas semanas. Tudo para se preparar para a maratona. “Não tem problema, vou sair de lá mesmo. Eles ficam implicando com o meu cabelo, que é totalmente rebelde.”

Wesley só voltou para casa, na Vila Matilde, ontem. Diz que a “visita” foi breve, só para comer e tomar banho. Antes disso, improvisou muito. “O nosso banheiro, no começo, era aquele terreno baldio do outro lado da rua. Depois que fecharam o portão, começamos usar um outro canto aqui mesmo.”

Allison Gonçalves, 16, diz que fugiu de casa para ficar na fila. “Minha mãe não deixou, mas eu vim. Agora só falo com meu pai pelo telefone para avisar que está tudo bem.” O estudante estava no evento com a banda em fevereiro deste ano, no estacionamento do shopping Fiesta. Três pessoas (entre elas, duas adolescentes) morreram pisoteadas. “Não tenho medo, eu morreria pelo RBD.”

No meio da gritaria de jovens entre 12 e 18 anos, alguns pais tentam descansar. Quando não estão dentro de barracas, sentam-se em cadeiras de praia ou se enrolam em cobertores. Por insistência dos filhos, foram sozinhos caçar os primeiros ingressos.

A secretária Cristina Aguiar, 35, deixou sua filha de 8 anos, Priscila Queiroz, com a avó e foi para o Morumbi também ontem. “Está meio complicado aqui”, diz, olhando para os jovens que cantam e correm de um lado para o outro em plena madrugada. “Minha filha quer ver a Roberta [Dulce Maria] da banda, mas acho que vai ser meio impossível.”

Cristina continua trabalhando. Ela é funcionária de uma empresa no Itaim Bibi, e reveza a estadia na rua com uma tia.

Fonte:Folha online

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