Beijo: O que é mais importante, qualidade ou quantidade?

Na era do “ficar”, para muitos adolescentes e jovens o que vale mesmo é a quantidade de pessoas beijadas numa balada, do que a qualidade do beijo e quem está sendo beijado. Segundo psicólogos especialistas no assunto, o beijo é uma forma de expressar sentimento, mas que os jovens estão banalizando por medo de se envolver e também, influenciados pela cultura do consumismo, em que tudo é descartável, inclusive os relacionamentos.

“Não só os jovens, mas os adultos também estão sempre à procura de alguma coisa para ter. O consumismo exagerado e a cultura das coisas transitórias estão contaminando os relacionamentos. Tudo gira muito rápido e não há tempo para o envolvimento”, explica a psicóloga especializada em família e escritora Maria Tereza Maldonado, autora do livro ‘Cá entre nós – Na intimidade das famílias’, que também aborda esse assunto.

Segundo a psicóloga, o ato de beijar para muitos jovens e adultos se tornou uma forma de ser popular e ter uma sensação de sucesso. “Mas eles não beijam pessoas, beijam apenas bocas, porque nem se preocupam em saber o nome do outro”, justifica.

Maria Tereza classifica essa vontade desenfreada de beijar como uma diversão atordoante. “Isso pode ser divertido superficialmente, mas representa um vazio muito grande, porque a pessoa nunca fica satisfeita”, diz.

Com esses beijos compulsivos, de acordo com Maria Tereza, perde-se muito da riqueza de se construir um relacionamento e, principalmente, de sentir um beijo no contexto do afeto. “O beijo envolve olhar, toque, cheiro, encantamento. O beijar muitas pessoas sem se importar com nada é como se fosse uma embalagem sem recheio”, define.

Outro fator que leva as pessoas a apenas querer beijar o maior número de bocas possíveis é o medo do envolvimento. “O medo da rejeição e de ser descartado também tomou conta das pessoas. Por isso, antes de serem descartadas, elas descartam a outra e defendem a manutenção dessa embalagem sem recheio”.

No caso dos adolescentes, Maria Tereza explica que eles têm necessidade de experimentar coisas novas e ver a diferença de beijar uma ou outra pessoa. “Além dessa curiosidade, eles preferem não ter o trabalho de se envolver, o que eu chamo de ‘alfabetização amorosa’, que é se relacionar com alguém, saber do que o outro gosta ou não gosta”, conta.

A escritora também aponta a impaciência como um dos motivos para a superficialidade dos relacionamentos. Segundo ela, tanto jovens como adolescentes – isso também vale para os adultos-, preferem descartar em vez de tentar resolver e entender o outro e construir uma relação. Por isso, a quantidade tem prevalecido no lugar da qualidade.

Você concorda com a psicóloga ? Por quê ? Deixe um comentário com a sua opinião.

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